terça-feira, 2 de setembro de 2014

Imundo

Cada toque asqueroso, cada riso
Cada maldade implícita, cada maldade cega.

Cegos todos que viram,
Cegos todos que não quiseram ver.
Cínicos que a deixaram, que a ignoraram,
Aqueles que a deixaram corromper.


Cada traço gravado,
Cada amor recusado,
Todo pensamento, atormentado.


Choro silencioso em lágrimas jamais perdidas,
Seria esse o beco sem saída?

Corrompida a alma
Corrompido o corpo
Perdida a fala.

Peduraria isto durante toda a vida?

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